Quando ao fim de quatro décadas e meia de amor o ciúme ganha protagonismo, há tempo para recomeçar?

Falta apenas uma semana para o 45º aniversário de casamento de Kate Mercer, que prepara uma festa para celebrar o amor. Tudo parece correr bem, até ao dia em que chega uma carta para o seu marido. O cadáver do seu primeiro amor foi descoberto, congelado e conservado nos glaciares gelados dos Alpes Suíços. Quando chega a altura de celebrar o aniversário de casamento, cinco dias mais tarde, talvez já não haja casamento para festejar… 

Com Charlotte Ramoling e Tom Courtenay, a história sobre o quotidiano de um casal foi transformada por Andrew Haigh numa espécie de exame ao amor e às marcas do passado.

 O olhar simples e desorientador de todo o filme leva-nos a pensar na persistência do passado e na fragilidade do presente. Os planos simples que cobinam com os diálogos melancólicos convidam a momentos de introspecão.

Em “45 anos”, a música também está em destaque. Durante os preparativos, Kate tem de decidir quais as canções que vão tocar na festa. Depois de descartar Elton John, decide escolher “Smoke Gets in Your Eyes” dos The Platters para abrir a pista de dança.