Conhecida como “pequena notável”, Carmen Miranda, ícone do século XX, nasceu a 9 de fevereiro de 1909 em Várzea de Ovelha e Aliviada, Marco de Canaveses. Da pequena aldeia saltou para o mundo e deixou a sua marca na Broadway, chegando a ser a artista mais bem paga de Hollywood.

Inventora das sandálias com plataformas – que aumentavam o seu 1,52m para o 1,65m ou 1,67m – morreu com 46 anos, depois de ter conquistado o mundo através da música e dos filmes

No total, a marcoense fez mais de 20 filmes, 14 deles em Hollywood. “O que é que a Baiana tem?”, “Serenata Tropical” e “Copacabana” foram alguns dos filmes que marcaram a carreira da atriz mais bem paga dos Estados Unidos em 1945.

A “pequena notável” deixou também grandes marcos na música. “O que é que a Baiana tem?”, “Mamãe eu quero”, “Chica Chica Boom”, “Tico Tico” e “South American Way”  são algumas das canções mais populares de Carmen Miranda.

Ary Barroso ou Synval Silva compuseram canções para Carmen Miranda, que mostrou sempre a sua vivacidade e talento nas atuações.

Além do cinema, da televisão e da música, Carmen Miranda inspirou a moda. Considerada “muito avançada” para o seu tempo, a artista cuja imagem está sempre associada às frutas tropicais na cabeça é considerada a mãe do tropicalismo, movimento cultural dos anos de 1960.

Olhos verdes e boca carnuda, a portuguesa mais famosa de Hollywood era uma estrela pin-up, que fora dos holofotes usava calções curtos, camisa amarrada (com barriga à mostra) e um lenço no cabelo. As sandálias com plataformas eram também um marco da “pequena notável”.

Carmen Miranda morreu a 5 de agosto de 1955 em Beverly Hills, depois de um dia cansativo atuações em televisão. A “pequena notável” que teve o mundo aos seus pés faleceu de colapso cardíaco no quarto, sozinha.

Em Marco de Canaveses, terra natal, é possível visitar o Museu Carmen Miranda e a exposição permanente sobre a portuguesa que mais brilhou em Hollywood.