Como diz o The Guardian, o oitavo álbum de estúdio de Rihanna saiu a “coxear”.

A campanha de marketing para “Anti” pode servir como base de estudo para aulas sobre “como não lançar canções”. Depois de ter sido adiada a data de lançamento, os rumores sobre o dia em que chegaria às lojas o novo disco de Rihanna dominaram às notícias.

Depois de revelado o single “Work”, “Anti” aterrou de forma brusca na internet – aparentemente, devido a um erro, o disco foi colocado nos servidores do serviço de streaming Tidal. E o ditado, apesar de não ser velho, diz (e bem) que uma vez na internet, na internet para sempre (é a metamemória).

Segundo o The Guardian, um utilizador comprou de imediato o disco e partilhou-o nas redes sociais. Depois, a cantora permitiu que os fãs descarregassem as canções gratuitamente. Basicamente, toda a campanha agendada com a Samsung e com o serviço de Jay Z foi por água abaixo.

Tal como o lançamento, “Anti” chega a ser confuso e incerto. É uma Rihanna nova, longe do mundo da música pop chiclete, que começa bem com “Consideration”. Continua a conquistar em “James Joint” e deslumbra até “Same Ol’ Mistakes”. Mas nas quatro canções finais, o comboio melodioso descarrila e perde o rumo.  Para quê tentar ser Adele e deixar de fora temas como “FourFiveSeconds”?

Diversidade é a palavra que melhor define todo o álbum. É difícil gostar de tudo, mas também é difícil não gostar de nada. Cada tema mostra a dança vocal de Rihanna que desfila de forma diferente por estilos variados.

Em “Anti” Rihanna tenta ser o que não é – e por isso uma versão de “New Person Same Old Mistakes”, tema que fecha o último trabalho dos Tame Impala. É um álbum sem hits de rádio, sem um “Hello” ou “Sorry” que conquiste o mundo. Como será o futuro de uma cantora pop sem hits? É o que Rihanna vai descobrir.