Sempre ouvimos dizer que Paris é a cidade do amor, que devemos visitá-la acompanhados pela nossa cara-metade e trocar juras de amor em cada recanto. Mas porquê? O que torna a capital francesa tão especial e tão atrativa para os apaixonados?

Há várias explicações para o facto de Paris ser considerada uma das cidades mais românticas do mundo. Durante o século XVIII, o romantismo influenciou a arte e a cultura da capital francesa. O movimento artístico, político e filosófico foi também acompanhado pela popularização de escritores e poetas que voltaram a dedicar obras ao amor. Este espírito manteve-se durante longos anos e ganhou expressão com, por exemplo, Baudelaire, Trenet e Brassens – que criaram verdadeiros hinos ao amor.

A influência do romantismo fez-se sentir na a cidade – ao contrário do racionalismo da época da Revolução Francesa – o movimento do século XVIII era impulsionado pelos sentimentos, vendo a beleza como algo quase divino. Os escritores e pintores valorizavam sobretudo as emoções e as sensações.

Mas o romantismo não é a única explicação. A luz da cidade, os vários monumentos, restaurantes e jardins dão um encanto especial à cidade das luzes. Filmes como “O Fabuloso Destino de Amélie”, “Paris, Je t’aime”, “Dois Dias em Paris” ou “Um Americano em Paris” também ajudaram a criar a ideia de que se respira o amor nas ruas de Paris.

Porém, mais que todas as influências, a ideia do romantismo da cidade é uma construção social que foi sendo alimentada ao longo de décadas. Não há dúvidas que Paris é cidade perfeita para uma viagem a dois, mas é muito mais que isso.

Post partilhado originalmente no SAPO Viagens.