“Please Like Me” é uma daquelas séries que não está em destaque na homepage da Netflix e sobre a qual não se escrevem comunicados. Mas está lá, no seu canto, e é surpreendente. 

“‘Please Like Me’, de Josh Thomas, tornou-se silenciosamente num dos programas mais surpreendentes, honestos e devastadores na televisão”, escreve Steph Harmon no The Guardian. As palavras da jornalista descrevem na perfeição a história da série australiana.

Mas comecemos pela premissa da série: “Após ser rejeitado pela sua namorada, o jovem Josh percebe que é gay, tem relações com um atraente amigo e vai morar com a sua mãe suicida”, resume o serviço de streaming de vídeo online. Mas a história vai muito além.

Ao longo das temporadas, a série navega por vários assuntos – que muitas outras séries com orçamentos bem maiores tentam abordar – com um toque de sensibilidade, drama, humor e (alguma) fragilidade. Tudo na quantidade certa, caindo poucas vezes no exagero.

Please Like Me Series 2

Homofobia, racismo, depressão, tentativas de suicido, assédio no trabalho, cancro, SIDA, abortos, relações entre adolescentes e adultos, divórcios e mortes. Tudo isto é abordado em “Please Like Me” – e eu ainda só vi metade.

Do protagonista (Josh), ao melhor amigo (Tom), passando pela mãe, a tia e os amigos, todas as personagens se tornam próximas dos espectadores – sentimos que fazemos parte da família, do grupo de amigos.

“Please Like Me”, considerada em 2013 pela revista Time com uma das melhores séries do ano, tem conquistado os críticos na Austrália, país de origem e onde a série é exibida pelo canal ABC2 – nos Estados Unidos, pode ser vista no canal Pivot; além da Netflix, a história de Josh está disponível no Hulu.

Há bons motivos para ver a série. Vejam o trailer da primeira temporada: