Os rappers portugueses Capicua e Valete juntaram-se aos brasileiros Rael e Emicida para um novo projeto, “Língua Franca”. O disco chegou às lojas e aos serviços de streaming esta sexta-feira, 26 de maio. A apresentação ao vivo está marcada para o dia 14 de julho no Super Bock Super Rock, em Lisboa.

“Língua Franca. Língua verdadeira. Língua partilhada. Língua dividida. Língua herdada. Língua legada. Língua viva. Língua futura. Língua presente. Língua Franca é Brasil e Portugal, é Valete e Capicua, Emicida e Rael. Língua franca é rap. E tanto mais”, explica a Sony Music em comunicado.

No microfone: Emicida e Rael, do lado de lá; Valete e Capicua, do lado de cá. E no estúdio: Fred Ferreira (Orelha Negra, 5:30) e ainda Kassin e Nave, elementos-chave de uma importante modernidade brasileira, cúmplices neste plano transatlântico de destravar a língua, produtores que arquitetaram os grooves que tudo parecem unir – sentidos e sensibilidades, experiências e paisagens.

“Língua Franca é isto tudo: amizades e oceanos, continentes e palavras comunicantes, balanços universais. Tudo na nossa língua, esta que só diz verdades, que é franca, que não custa nada, que todos conhecemos. Que todos falamos. Que todos podemos cantar”, explica a editora.

Caetano Veloso também já ouviu o disco. Para o músico, “o simples facto” de ter os quatro rappers reunidos “é já, a meus olhos mulatos do recôncavo baiano, acontecimento de grande monta”. “Criam esperança. São os gênios invisíveis que se fazem ver. Falam aos amigos. Cantam a deusa do ébano. Guerreiam o ego. Abrem trilhas futuras. É disso que todos precisamos. Porque, como escreveu Bernardo Soares, que é um dos nomes de Fernando Pessoa: “Minha pátria é a língua portuguesa”, frisa.